quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Aves: Sistema Digestório

               Olá pessoal!

             Desculpem-me pela demora, mais como tinha dito às vezes minhas obrigações da faculdade não me dá tempo para escrever! Agora que tive um tempinho... Ai está outra publicação sobre aves, desta vez falando um pouco sobre o sistema digestório. Decidi que vou manter o blog somente de aves, pois gosto muito e é uma forma de transmitir o que eu sei... Aliás, mudei ele até de nome! Rsrsrsrs
            As aves são animais vertebrados com dieta variante de acordo com a espécie. Observamos aves herbívoras (se alimentam de sementes, frutas, néctar...), carnívoras (alimentam-se de outros pequenos animais ou carniças) e onívoras (que se alimentam tanto de frutas e sementes quanto de pequenos animais e carniças).
         Para se adaptar ao voo, as aves não possuem dentes e o peso dos ossos e músculos mandibulares é reduzido. Sendo o bico córneo e a moela responsável por realizar a função dos dentes, havendo grande variedade de formatos de bico e língua para se adaptar ao tipo de alimentação da ave.
             O aparelho digestivo das aves é composto pelo bico, boca, glândulas salivares, língua, faringe, esôfago, papo, pro ventrículo (ou estômago glandular), ventrículo (ou moela), intestinos, cecos e cloaca.
            A boca coleta alimentos e água. As glândulas salivares e papilas gustativas estão presentes com número e localização variante entre as espécies. Essas glândulas salivares não são bem aperfeiçoadas quanto às do homem, e tem como função principal umedecer o alimento para facilitar seu caminho pelo esôfago. As papilas gustativas são sensíveis ao sal, amargo e doce. A boca e a faringe não são perfeitamente delimitadas nas aves.
            O esôfago das aves costuma ser longos e mais largos em diâmetro, sendo maior em espécies que ingerem partículas maiores. Nas suas paredes possuem glândulas que secretam muco para ajudar no amolecimento do alimento.
            O papo é uma dilatação do esôfago que serve como depósito de alimento. Está presente na maior parte das espécies, e ausente em algumas (como aves insetívoras e corujas). Com formas variáveis: como uma bolsa no frango ou duas nos pombos. É o papo que permite a regurgitação de alimentos previamente digerida para os filhotes.
            No pro ventrículo ou estômago glandular são adicionados sucos digestivos (pepsina, ácido clorídrico), através das glândulas que cobre as paredes dele. Em algumas espécies que não possuem papo ou que se alimentam de peixes ele pode ter a função de estocagem também.
            Esse bolo alimentar passa para o ventrículo ou moela, que é o estômago muscular especializado para triturar alimentos duros ou para misturar as secreções digestivas com o alimento. Sendo o músculo mais forte da ave, ele contrai e expande transformando tudo em uma pasta semilíquida compatível com o intestino.
            Saindo da moela e entrando no duodeno ou alça duodenal, sendo o intestino delgado indo até o fim do duodeno que é até a inserção dos cecos, onde começa o intestino grosso. É no intestino delgado que acontece a absorção dos alimentos através das vilosidades e entram na corrente sanguínea.
            Acompanhando o duodeno, está preso o pâncreas. Ele possui no mínimo três lóbulos, e as suas secreções alcançam o duodeno por três ductos, um de cada lóbulo. O suco pancreático é composto por tripsina, amilase e lipase, que tem importante função na digestão.
            Os cecos tem a função de depositar matéria fecal que passa pelo intestino grosso e pela cloaca para o exterior. Algumas espécies podem apresentar apenas um ceco (garças), dois pares de ceco (ave africana), ou nenhum ceco (pombos e papagaios). Os cecos também variam de tamanho.
            Outro órgão que é relativo na digestão é o fígado, que é bilobado. Ele secreta a bile que é depositada na vesícula e é utilizada na quebra de óleos e gorduras. Funciona como reserva de amido e açúcar, forma anticorpos e filtra o sangue de impurezas. Possui dois ductos, sendo o esquerdo comunicando direto com o duodeno, e o direito envia um ramo para a vesícula biliar, podendo estar aumentado como uma vesícula biliar.
            Vesículas biliares estão presentes em frangos, gansos, patos e perus, porém estão ausentes em outras espécies, como o pombo. Ela dá origem ao ducto biliar, que drena o duodeno próximo ao término da alça distal.
            A cloaca pode ser considerada uma câmara que abre o canal intestinal, o parelho urinário e os ovidutos.

Foto retirada de <http://www.mundoeducacao.com/biologia/sistema-digestorio-das-aves.htm> no dia 11/09/2013 às 09:50.


BIBLIOGRAFIA

Avicultura: tudo sobre raças, manejo e nutrição / Sérgio Inácio Englert. – 7º ed. Atual. – Guaíba: Agropecuária, 1998.

Fisiologia dos animais domésticos / Dukes – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan Editora, 2006.

Mundo Educação: Biologia: Sistema Digestório das Aves, disponível em < http://www.mundoeducacao.com/biologia/sistema-digestorio-das-aves.htm> Acessado dia 04/09/13 as 16 horas e 15 min. 

Sistema Digestório das Aves, disponível em <http://www2.ibb.unesp.br/departamentos/Morfologia/material_didatico/Profa_Maeli/Aulas_Bio/seminarios/sistema_digestorio_aves.pdf> Acessado dia 04/09/13 as 15 horas e 45 min.

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